sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cuba volta a permitir cultos cristãos em locais públicos

Depois de décadas de repressão, igreja vê liberdade como “resposta de oração”


 
Cuba volta a permitir cultos cristãos em locais públicos
Mais de 2000 pessoas participaram de uma festa cristã em uma praça pública em Cuba na semana passada. Desde o final de 2011, a igreja cristã residente na ilha tem testemunhado momentos importantes. Isso seria impensável alguns anos atrás, especialmente quando Fidel Castro ainda estava no poder.
Nos últimos meses, Cuba tem feito algumas concessões e se abrindo economicamente para o restante do mundo. Parece que a visita do Papa, programada para daqui a alguns meses, mexeu com a questão religiosa também.
Comunista, o regime cubano ensinava o ateísmo e embora a ilha tenha muitas igrejas, os evangélicos eram perseguidos. Proibidos de fazer cultos públicos, a igreja cresceu de maneira subterrânea. Mas não sem testemunhar  a prisão e morte de muitos pastores e líderes durante décadas de repressão.
O jornalista cubano Oscander Rodriguez diz que muitos veem esta abertura de agora como uma resposta às orações de muitos anos. “Isso aconteceu primeiro em 2011, em várias províncias. As igrejas se uniram em adoração, em um momento de celebração em praças públicas, onde puderam ajudar todas as pessoas que quiseram. Passaram a ser capaz de reunir livremente os membros de igrejas em lugares onde havia pregação, adoração e também um chamado ao arrependimento. ”
Rodriguez diz que esta abertura depois de tantos anos de proibições permite a ligação e o fortalecimento da igreja evangélica em Cuba.
“Como Igreja estamos muito pertos uns dos outros. Isso é possível perceber em cada uma dessas reuniões. A igreja evangélica não são estas paredes… Hoje nós podemos falar de uma igreja evangélica fortalecida. ”
Os cristãos esperam que este ano o governo continue a se abrir para o restante do mundo e eles possam pregar o evangelho sem restrições.
“Para 2012 temos muitas expectativas, estamos na época da colheita do evangelho. É um reavivamento que começou nas últimas décadas do século passado. Ainda estamos colhendo e esperando para ver o que Deus pode fazer. Sabemos que para Deus nada é impossível “, conclui Rodriguez.
Estima-se que entre a população de 11 milhões de pessoas em Cubam, um milhão sejam cristãos.
Traduzido e adaptado de CBN

Bruxa exige que livro de feitiços seja distribuído em escolas públicas


Seguidora da Wicca, pagã questiona distribuição de Bíblias aos alunos


Ginger Strivelli e sua filha Sybilsue.
Uma autointitulada “pagã” e seguidora da Wicca, um tipo de bruxaria, está questionando se não tem o mesmo direito que os Gideões em distribuir seu “livro sagrado”. Seu pedido tem feito a Secretaria de Educação da Carolina do Sul reavaliar suas políticas sobre liberdade de culto.
Ginger Strivelli, que pratica bruxaria afirmou ter ficado chocada quando sua filha de 12 anos voltou para casa trazendo uma Bíblia que ganhou na escola de ensino médio North Windy Ridge. Os Gideões Internacionais haviam entregado várias caixas de livros sagrados na secretaria da escola. Todos os estudantes interessados podiam levar um exemplar para casa.
De acordo com Strivelli, ela questionou que as escolas não deveriam distribuir materiais de uma religião e não de outras. Ele teria respondido que a escola disponibilizaria da mesma forma textos religiosos doados por qualquer grupo. Porém, quando Strivelli apareceu na escola levando livros de feitiços da Wicca, disse que foi mandada embora. Por isso decidiu protestar.
A história ganhou espaço na mídia e os funcionários da administração do Condado onde fica a escola emitiu uma nota oficial. “No momento estamos revisando políticas sobre essa prática com os advogados do conselho escolar. Durante este período, nenhuma escola no sistema estará aceitando doações de materiais que defendam uma determinada religião ou crença”. O conselho escolar deve anunciar sua decisão sobre a questão dia 2 de fevereiro.
“Você deve abrir as escolas públicas para todo tipo de material religioso, ou você pode proibir todo tipo de material religioso”, explica Michael Broyde, professor e pesquisador no Centro para o Estudo do Direito e Religião da Emory University. ”Você não pode dizer: ‘Vamos distribuir material religioso, mas apenas de uma fé em particular”.
Embora possa parecer um problema apenas nos Estados Unidos, o fato é que esse tipo de discussão ocorre em todo o mundo e já causou grandes problemas como na Alemanha e Irlanda, enfatiza Broyde.
Tradicionalmente, os ensinamentos predominantes nas escolas seguem a tradição judaico-cristã dos países ocidentais, com seus feriados religiosos e celebrações como Páscoa e Natal que afetam cristãos e não cristãos.
Bobby Honeycutt defende “Nosso país foi fundado sobre os princípios judaico-cristãos, não nos princípios da Wicca. Além disso, nossas crianças têm acesso a mais material não-cristão nas bibliotecas e on-line do que a coisas cristãs”, disse ele.
Enquanto a maioria dos pais cristãos que tem filhos na escola North Windy Ridge acreditam que os eventos recentes são uma ameaça à tradição, outros defendem a separação entre Igreja e Estado em escolas públicas.
“Muitos cristãos têm dito que concordam comigo”, disse Strivelli. ”Porque, entendem que não gostariam de ver na porta da escola as Testemunhas de Jeová distribuindo suas revistas ou católicos entrando ali distribuindo Rosários. Do mesmo modo eu não gostei de saber que distribuíram Bíblias”
Traduzido e adaptado de Fox News

Mórmons são cristãos? Disputa presidencial nos Estados Unidos reacende a polêmica


Candidato republicano pode enfrentar rejeição no Sul do país por ser um ex-pastor da Igreja Mórmon


 
Pré-candidato republicano Mitt Romney
A disputa presidencial republicana começa a avançar para o Sul dos Estados Unidos está prestes a barrar em um assunto bastante polêmico: os mórmons são cristãos? Isso porque o candidato Mitt Romney é um mórmon devoto e ex-bispo da Igreja Mórmon, esse fato pode fazer com que ele perca a liderança nas cidades mais cristãs.
Entre os  principais opositores de Mitt está o reverendo Philip R. Roberts, presidente de um seminário batista em Kansas, Missouri, que é autor do livro “Mormonism Unmasked” (Mormonismo desmascarado, em tradução livre). Para ele a religião do candidato à presidência dos Estados Unidos é uma heresia.
Mas apesar de ser contrário à religião de Mitt ele não se preocupa com o fato do candidato à presidência de seu país usar seu poder para disseminar o mormonismo e por isso ele nem planeja ir até o estado de Carolina do Sul para movimentar os evangélicos, quase 60% da população, contra ele.
“A preocupação entre os evangélicos é que a Igreja Mórmon tire proveito de sua posição ao redor do mundo e faça dele uma espécie de cartão de visitas para legitimar a sua igreja e converter as pessoas,” disse Roberts.
Apesar de se considerarem cristãos, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias possuí diversas diferenças teológicas com as demais denominações, principalmente nos temas relacionados a compreensão de Deus e de Jesus e também no que acontece após a morte.
Essas diferenças é o que faz com que os grupos evangélicos tradicionais olhem com preconceito para os mórmons. “Não é a mesma coisa que o presbitarianismo ou o metodismo. Mas ao mesmo tempo, houveram esforços por parte da igreja para enfatizar a sua semelhança com outras fés cristãs e esse é um equilíbrio difícil para essa igreja,” disse David Campbell, um mórmon e professor de ciência política da Universidade de Notre Dame.
Com informações IG

Comercial que usa versículo faz sucesso, mas gera controvérsia

Vídeo com crianças declamando João 3:16 teve 500.000 acessos no Youtube em uma semana


 
Comercial que usa versículo faz sucesso, mas gera controvérsia
Tim Tebow é o maior fenômeno cultural nos Estados Unidos nos últimos meses. Cristão dedicado, ele ora antes e depois dos jogos. Sua pose característica que já fez milhões de pessoas postarem fotos praticando o que ficou conhecido como “Tebowing”.
Apelidado de “o Quarterback de Deus”, o jovem filho de missionários escrevia “João 3:16″ sob os olhos quando ainda jogava pelo time de sua faculdade, o Florida Gators. Ao chegar à liga profissional da NFL, nesta temporada teve uma média de lançamentos de 31,6 jardas aéreas.
Na partida contra o Pittsburgh Steelers, acumulou lançamentos totalizando 316 jardas, que garantiram a vitória do seu time.
A TebowMania tomou conta do Google por alguns dias, onde o termo “316” ficou no topo da lista de termos mais procurados. Aproveitando esse movimento, o ministério cristão Focus on the Family veiculou no canal CBS,  durante o jogo Broncos-Patriots, uma das semifinais do campeonato, um comercial de 40 segundos. Nele, ​​crianças recitam o versículo bíblico de João 3:16.
Embora Tim Tebow não seja mencionado no comercial, foi seu sucesso que o inspirou, disse o porta-voz do Focus, Gary Schneeberger.
A NFL, a exemplo da FIFA, não permite que mensagens religiosas sejam exibidas pelos atletas. Por isso, a maneira indireta que o tema passou a ser comentado despertou o senso de oportunidade da Focu son the Family.
Seu presidente-executivo, Jim Daly disse: “Deus tem  senso de humor, mas acho que estamos mais interessados nesse esporte do que Deus. Soubemos que houve cerca de 100 milhões de buscas no Google sobre 316 e pensamos ‘Por que não explicar isso de maneira fácil para as pessoas? Por que fazer as pessoas saírem da frente da TV para procurar o significado?”
No final do “comercial” o Focus oferece uma oportunidade de as pessoas doarem 5 dólares para o ministério com uma simples ligação. Parte dessas doações ajudaram a custear a transmissão da mensagem durante o jogo. Também há um site dedicado ao vídeo, onde o usuário pode baixar material evangelístico e inclusive falar com missionários online.
No canal oficial da Focus no Youtube, o vídeo já acumula meio milhão de visitas. Mas as críticas de quem se opõem às mensagens religiosas no esporte logo surgiram. Muitas organizações acusaram o ministério de querer “enfiar a religião goela abaixo das pessoas”.
Alguns defendem que esse tipo de comercial deveria ser proibido, por apelar para as crianças, algo que a legislação trata de maneira bem rígida no passado e já proibiu bebidas alcoólicas e cigarros de usarem esse tipo de imagem em seus comerciais.
Para Schneeberger, isso é um absurdo ”Quer dizer que está tudo OK se tentam enfiar salgadinhos goela abaixo das pessoas, os carros, bebidas e tudo mais? Nós temos o direito de anunciar também”.
A Focus on the Family é um ministério dedicado ao fortalecimento dos casamentos e voltado para valores cristãos da família. Além de programas de rádio, eles produzem filmes e livros com temas evangélicos. Com a repercussão do comercial nas semifinais, eles estão pensando em transmitir novamente durante a final do campeonato, o Super Bowl. Historicamente, essa é a maior audiência de TV do ano.
Porém, pode não ser tão fácil. No ano passado, o canal Fox Sports recusou-se a transmitir durante o Super Bowl um comercial que tinha exatamente João 3:16 como tema. A justificativa foi que a rede “não aceita propaganda de organizações religiosas com o propósito de promover crenças ou práticas particulares”.
Em 2010, o Focus on the Family já passou por uma reprovação por conta de um anúncio durante o Super Bowl. O tema era o combate ao aborto e tinha justamente um testemunho do então semidesconhecido Tim Tebow.  A emissora CBS enfrentou críticas durante meses por ter transmitido e outras emissoras simplesmente se negaram a fazê-lo.
Assista ao comercial:

Traduzido e adaptado de IB Times